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sábado, 11 de abril de 2009

Páscoa: de onde surgiu essa comemoração?


Neste domingo, em várias partes do mundo, pessoas de crenças e regiões diferentes comemoram a Páscoa.

A origem desta comemoração e desta palavra são controversas, contudo, sabemos que é bem antiga. Os gregos a chamavam de Paska (Πάσχα), os romanos de Pascae, já os hebreus, bem antes, chamavam Pessach (פסח que significa passagem). Cada povo soube dar a esta celebração um significado particular e, não raras vezes, religioso.

Para os judeus, a primeira Pessach teria acontecido há muito tempo, quando os hebreus fugiram do Egito, onde eram escravos, guiados por Moisés, atravessando o Mar Vermelho em busca de sua liberdade. A Bíblia judaica institui a celebração da Páscoa em Êxodo 12, 14:

"Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua."


Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (מַצָּה, pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.

Alguns historiadores, acreditam que a Páscoa seria comemorada, também, pelos pagãos europeus, há milhares de anos, para simbolizar a passagem do inverno para a primavera que trazia novas chances de sobrevivência após o rigoroso inverno que castigava a Europa dificultando a produção de alimentos. Segundo a crença Wicca, a Páscoa seria comemorada no primeiro domingo após a primeira lua nova depois de Ostara (21 e 22 de março).

 
"Ostara" (1901) por Johannes Gehrts. Eostre ou Ostara é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.


A Páscoa cristã tem origem na festa judaica, mas possui um significado diferente. No Cristianismo a Páscoa celebra a ressureição de Cristo (sua passagem pela morte) após a sua crucificação na Sexta-Feira Santa, algo que teria ocorrido por volta de 30 a 33 d.C. A semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

No ano de 325, durante o Concílio de Nicéia houve a primeira tentativa de se estabelecer uma data que desse fim às contendas com respeito ao dia da Páscoa. Mesmo tentando resolver a questão, só no século XVI – com a adoção do calendário gregoriano – as dificuldades de se precisar a data da Páscoa foram amenizadas.



De acordo com o decreto do papa Gregório XIII (Ugo Boncampagni, 1502-1585), Inter Gravissimas a data ficou estipulada no primeiro domingo, após a primeira Lua cheia do Equinócio da Primavera no hemisfério norte, entre os dias 21 de março e 25 de abril. A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa e, portanto, a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A História das Coisas



Conclusões alcançadas a partir de uma questão...
"?"


Observem que importantes informações podem ser coletadas através da investigação. Se você tem alguma dúvida, um questionamento por que não ir atrás de explicações, de respostas? Ir ao passado e voltar para compreender o presente?

A História é quase que um "leva e traz", porque ao mesmo tempo que algumas cosias mudam outras permanecem ou herdam cacarterísticas do que já foi.

Navegando mais uma vez na internet, encontrei este vídeo que ilustra muito bem, na minha opinião, o comportamento de um historiador que é, em princípio, um curioso. Que busca as origens, causas, sequências sobre aquilo que ele se propôs a saber. O vídeo é bem dinâmico e interessante, tendo aproximadamente 20 minutos. Vale muito a pena dar uma olhada.

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Annie Leonard é uma especialista internacional em sustentabilidade ambiental e temas de saúde, com mais de 20 anos de experiência investigando fábricas e depósitos em todo o mundo.
Ela já viajou para mais de 30 países, incluindo o Haiti, Bangladesh, Índia, Filipinas, Paquistão e África do Sul, em seu trabalho de investigação e de promover medidas anti-poluição internacionais. Em seu documentário "The Story of Stuff" (A História das Coisas) explora a economia global dos materiais e seu impacto sobre a economia, ambiente e saúde.
Ficou curioso(a)? Acesse: http://www.storyofstuff.com/


Para muitos, a História é uma ciência que estuda as ações e comportamentos humanos no decorrer do tempo e espaço. Conhecer a História, nos apropriarmos dela, serve para que pela experiência possamos tomar as nossas decisões com mais sabedoria e, talvez, modificar determinados hábitos ou posturas em prol de uma outra realidade. É analisar criticamente não apenas o passado, mas a começar de sua própria realidade, o tempo presente.

A História não é uma verdade absoluta, portanto, não pode nem deve ser decorada, absorvida sem nenhuma precaução ou cuidado. Ela é a análise e o seu discurso é uma visão crítica e subjetiva dos acontecimentos. Por isso, é preciso que mais que nos informarmos sobre os fatos, é preciso que a gente busque averiguar a veracidade das informações e observar as faces dessas "verdades" com as quais nos deparamos para que, por fim, cheguemos a uma conclusão própria sobre os acontecimentos.

A História também não tem limites, nunca foi ou estará pronta e acabada. Quando mais sabemos, mais queremos saber e sempre que encontramos respostas, nos deparamos com cada vez mais perguntas. O conhecimento é, portanto, uma busca contínua do entendimento das coisas. Felizmente, a humanidade e, por isso, nós mesmos deixamos vestígios, pistas que servem de instrumento para reconstrução desse quebra-cabeça infinito.